Esses tais de encontros e desencontros...

É incrível o quanto nos perdemos de algumas pessoas pelo caminho. Eu admito: já me perdi de muitas. Mas, felizmente, também já reencontrei várias e encontrei pela primeira vez outras tantas. É muito estranho esse jogo de encontros e desencontros da vida. Alguns vão porque tem que ir e sabemos que é melhor assim. Outros vão enquanto imploramos para que fiquem. Depois, descobrimos que também era melhor assim.
Não sei – e ninguém sabe – se é tudo marcado previamente par acontecer e é só aquilo que chamamos de destino, mas é incrivelmente mágico reencontrar alguém e saber que aquele tempo vivido lá atrás ainda permanece tão terno na memória e no coração. Coisa boa isso de sermos queridos até por aqueles que a vida foi levando. Coisa boa também é ver alguém que sequer sabíamos que existia e o olhar de um já reconhecer o outro de alguma outra inexplicável vida.
Pode ser errado, porque cada um tem o seu devido tempo na nossa vida, mas eu daria tudo para trombar com algumas pessoas que já foram para tão longe da minha vida. Dizer alguma palavra a mais, apenas trocar um abraço silencioso ou até pedir perdão... Não sei, mas uns segundos a mais ainda passam pela minha cabeça. Ainda peço todos os dias que distância ou tempo nenhum seja capaz de me fazer desencontrar pessoas tão sagradas para mim. E se estiver escrito e for mesmo destino, não tem problema. Eu não meço esforços para reescrever toda uma história e sempre reencontrar quem faz o meu coração ser um lugar tão bem habitado.
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Autor: Camila Costa

Dizem que "essa guria tem uma caneta no lugar do coração". É gaúcha, jornalista e quase adulta com 23 anos. Um dia chega lá.
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